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Monitoramento Online – Como fazer

Fazer um monitoramento online consiste em descobrir, normalmente por meio de ferramentas, o que está sendo falado sobre um nome ou uma marca nas mídias online. Reunir comentários, analisá-los e descobrir como anda a imagem de uma empresa na internet são os pontos básicos de um monitoramento online. Vamos detalhar isso mais a frente.

A primeira coisa a ser decidida quando vai se iniciar um monitoramento é o que será monitorado e onde. Se quiser monitorar uma marca, deve escolher os locais que deseja observar, como por exemplo, redes sociais (quais), blogs, sites de reclamações, dentre outros. Decidido isso, o segundo passo é escolher que ferramentas serão utilizadas. Não é obrigatório o uso de ferramentas, mas eu diria que é muito difícil fazer um monitoramento manual, para não dizer impossível. Em alguns casos específicos, como um monitoramento apenas do twitter, dá para usar a busca do próprio site, copiar tweet por tweet para armazenar e fazer tudo sozinho. Mas não aconselho. Temos hoje ferramentas muito boas e, pelo menos por algum tempo, gratuitas.

A ferramenta mais utilizada hoje em dia para uma busca completa é o Scup (www.scup.com). Esse “queridinho”, que é brasileiro por sinal, além de coletar tudo que você precisa em todos os locais, ainda oferece uma análise inicial do que foi pesquisado com gráficos e tudo (a partir da sua categorização). O problema é que ele só te oferece uma semana gratuita para você observar a qualidade do programa e depois pagar para usá-lo. A versão free também não oferece todos os recursos – são liberadas apenas quatro buscas, 500 menções e por aí vai. Como ela, existem muitas outras ferramentas parecidas, como a Aceita (www.aceita.com.br) e a Brands Eye (www.brandseye.com), todas com poucos dias gratuitos. Para buscas mais específicas, o tweetstats e o myfirsttweet quebram um bom galho (ambos para o twitter).

Escolhida a ferramenta que será utilizada, deve-se escolher que palavras-chave serão usadas na busca. Esse passo é muito importante, porque uma palavra-chave mal escolhida pode acabar não encontrando o que se queria. A estratégia mais básica é usar o nome da empresa, apelidos e excluir termos desnecessários para evitar o buzz. Se o nome da empresa for “Marte”, por exemplo, você deve excluir tudo que tiver a palavra “planeta” para evitar que o programa capte menções não desejadas. Essa e outras dicas são facilmente encontradas, algumas vezes na própria ferramenta, se você procurar.

O programa então vai captar tudo que você o mandou procurar nos lugares que você escolheu. Aí entra a mão de obra obrigatória, um trabalho que não tem como fugir: selecionar o que é pertinente ou não. Se você soube escolher bem as suas palavras-chave, talvez não dê tanto trabalho, mas a coleta sempre vem com algum ruído, aquelas menções que não têm absolutamente nada a ver com o que você estava procurando. Deve-se olhar uma por uma e excluir o que não se encaixa na sua busca.

Analisar o que foi coletado também é um trabalho seu e só seu. As ferramentas são muito boas, mas elas ainda não conseguem decidir o que é uma menção positiva, negativa ou onde ela se enquadra, ainda mais do seu ponto de vista do que é positivo ou negativo para a empresa que te contratou (caso você esteja trabalhando para alguma). As menções devem ser classificadas quanto ao seu sentimento (positivo, negativo ou neutro). Nesse momento, devemos também observar as tendências do que mais aparece para, mais tarde, criar categorias e agrupar as menções. Feito isso, o programa (dependendo de qual estiver sendo utilizado) vai fazer gráficos e te passar dados das métricas mais relevantes. Se quiser algo que ele não esteja mostrando é fácil de calcular com tudo agrupado e classificado. E aí aparecem os resultados.

São muitos os objetivos de um monitoramento online. Os que eu destacaria como principais são: 1) a concorrência – é extremamente importante saber onde se está pisando e qual é a situação do seu concorrente, descobrindo inclusive os seus pontos fracos; 2) identificar tendências de consumo e comportamento; 3) descobrir o perfil do seu consumidor; 4) evitar e gerenciar crises de imagem – se uma empresa está sendo sempre monitorada na internet, é possível ver quando se inicia algo que seja ruim para o seu nome e interrompê-lo antes que ganhe grandes proporções. Uma empresa bem monitorada corre menos riscos e aumenta as suas possibilidades de crescimento.

 

A internet como plataforma de campanha em Salvador

Por todo o país os partidos e figuras políticas estão procurando realizar seus trabalhos e mobilizar suas bases, afinal estamos em 2012, ano de eleições municipais no Brasil. Como todo ano de eleição, conseguimos identificar figuras que serão candidatas a algum cargo político. Como a legislação nacional proíbe a veiculação de campanha política eleitoral antecipada, podemos perceber algumas ações nesse sentido ainda disfarçadas, que não burlam ou que “enganam” a legislação, ou então prestações de contas de pré-candidatos que já ocupam outros cargos, na intenção de provar sua integridade moral e política.

Em Salvador, nos deparamos com um quadro político conturbado, já que o conhecido quadro baiano de dois polos políticos dessa vez está dividido com o anuncio de algumas pré-candidaturas. O eleitorado baiano terá então maior trabalho para escolher seu representante. Dado tal quadro, espera-se que os candidatos procuram ao máximo realizar sua tímida campanha eleitoral, às escondidas.

As possibilidades da internet hoje permite que essas ações sejam mais ampliadas e difíceis de ter um controle por parte do legislativo. Partindo dessa realidade, quatro desses pré-candidatos à prefeitura da cidade de Salvador tiveram seus sites analisados: ACM Neto, Mario Kertész, Alice Portugal e Nelson Pelegrino.

ACM Neto foi o que apresentou maior exploração do meio online. Apresentou um site que possui uma identidade visual com sua figura e com seu partido; uma forma diferente e animada de apresentar sua biografia, que impulsiona o eleitor a ler; um portal de transparência de suas ações como Deputado Federal; link para suas redes sociais, além de também apresentar vídeos, fotos suas e de eleitores com ele, um mural onde perguntas e opiniões de eleitores são exibidas seguidas de respostas de Neto, além de um espaço de cobranças das ações do poder público.

Mario Kertész não possui um site, mas sim um blog que fica alocado no site da rádio Metrópole, a qual este é o dono. Neste blog ele exibe informações sobre seu trabalho na rádio e notícias sobre a cidade Salvador, sem mais ações. Exibe também link das redes sociais que está inserido.

Alice Portugal possui um site que apresenta identidade visual com sua figura política. Oferece para o eleitor outra forma de conhecer sua carreira política, através de uma revista online, que porém, possui apenas uma edição. Apresenta sua equipe de gabinete, além do link que encaminha para o portal da câmara de deputados, onde o eleitor pode ver suas ações como Deputada Federal. Não possui link para suas redes sociais na internet. É a única que não possui uma fanpage no Facebook e sim uma perfil.

O site de Nelson Pelegrino se encontra fora do ar. Ele possui perfis nas redes sociais mais populares, como Facebook e Twitter.

Esse uso tímido e limitado da internet por parte de alguns candidatos é fruto tanto da legislação que proíbe atividades antecipadas de campanha, como do baixo número de eleitores que buscam informações sobre política na internet. Porém aqueles que não se limitam por esses motivos e exploram mais esse meio já encontram resultado, sendo os mais bem colocados nas pesquisas e na mídia, como os que possuem maior chance de vitória hoje.

 

Redes Sociais de Nichos – Apostas Publicitárias

Redes sociais de nichos

Cada vez mais, a internet se apresenta como uma área de estudo para que sejam feitos novos investimento. Dessa forma, as redes sociais, lugares onde as pessoas gastam a maior parte de seu tempo na internet, também são alvo de análises para elaboração de campanhas publicitária. A postagem a seguir vem explicar algumas das tendências do momento quanto à novas redes, e sua relevância quanto a poder de atrair pessoas.

OGoogle+, rede social criada pela empresa Google em 2011 para combater o crescimento do Facebook é a rede mais similar ao concorrente. Com integração com outros recursos da empresa, o Plus é uma rede que não obteve o crescimento esperado no lançamento; seus usuários ativos não são o suficiente para criar um movimento de mudança de rede, o que faz com que a publicidade nele seja bem reduzida. A proposta de criação da rede, na verdade era para servir como porto para as outras ferramentas do Google, um lugar onde circulasse o conteúdo pesquisado, e postado por meio de outras vias da empresa. A interface muito parecida com o Facebook, e ausência de novas funções fazem com que as pessoas não se mobilizem para mudar de rede social. A privacidade proporcionada pelo Google+, com a opção de criar círculos de relacionamento os quais nem os envolvidos no círculo sabem em que categoria estão, é um problema no momento de viralizar um compartilhamento. A novidade do Plus resume-se aos hangouts, que são videochamadas com várias pessoas. Outros aplicativos são muito semelhantes a outras redes sociais, como o +1 que funciona como o like do Facebook, apesar de apresentar-se também como ferramenta de busca. A falta de API (Application Programming Interface, ou interface de programação de aplicações) é algo que também espanta às empresas, pois impede-as de construir aplicativos de integração com a rede social, reduzindo também as funções do Plus.

Outra rede social que vale a pena analisar é o Tumblr. Com formato de microblog, surgiu em 2007, e desde lá vive constante alteração de interface(apesar de manter uma configuração constante). Começou como uma rede para pessoas introvertidas e que queriam compartilhar as mesmas coisas seguindo e reblogando aquelas pessoas e post que lhe interessavam. A plataforma é muito autodidata, o que facilita o uso. Você pode seguir uma pessoa sem ela te seguir, e reblogar somente aquilo que acho interessante. A personalização da interface, podendo alterar HTML, e a cada post, é algo interativo que faz com que a pessoa passe horas vendo o Tumblr. Por essas e por outros aplicativos, como o mobile tumblr, é que o blog tem se diferenciado com relação a outros blogs a exemplo do wordpress e blogger

A possibilidade de haver mais de um administrador por perfil é algo que facilita na hora de criar um Tumblr corporativo, bem como a programação de postagens, regularizando um plano de comunicação por exemplo. A integração do perfil com outras URLs também pode ser bastante útil em uma campanha que utilize não somente o Tumblr como plataforma. Mas há algo diferenciado no comportamento dos usuários do blog. Em outras redes sociais importa a pessoa por trás do perfil, enquanto que no Tumblr o conteúdo de cada blog é o que faz a diferença. O ‘status’ proporcionado por seguir um famoso, não faz grande diferença se aquilo eu ele posta é irrelevante.

E é mais ou menos da mesma forma que funciona uma outra rede social que está crescendo de forma absurda no momento, o Pinterest. No Piterest não é necessário que você sequer conheça a pessoa para passar a segui-la, basta vocês gostarem de coisas em comum, é o interesse que fica ‘pinado’(colocado no seu mural de favoritos). O site funciona com vários boards, que podem representar seções do seu gosto, como culinária, decoração, esportes, e muito outros; o princípio é estar navegando na rede, ou em outros sites e no momento em que encontrar algo que deseja compartilhar e colocar no seu board, você coloca. Esse é um grande diferencial, a integração com outras redes sociais e sites. Você pode simplesmente arrastar o botão PIN para sua barra de favoritos, o que significa fazer uma postagem sem nem acessar sua conta. A interatividade e possibilidade de acesso via Facebook e Twitter é outra característica que facilita o uso, sem sair das outras duas redes. Funções como o compartilhamento simples, a ligação com outras plataformas, a possibilidade de seguir apenas um board que você gosta e não um perfil inteiro, e a mention são algumas das características que fazem do Pinterest a oitava rede mais acessada dos Estados Unidos e com terceiro maior tempo gasto. Mas existe outra coisa que interessa muito aos empresários. A possibilidade de colocar o ‘Priced PIN’; com ele você pode fazer uma postagem de um produto e colocar o preço nele. Dessa forma, quando acontecer o compartilhamento, o preço já pode ir junto com a sua origem. O Pinterest faz questão de manter a origem de cada postagem, para que os seguidores saibam quem estão seguindo e por que. A interface da rede, bem clean, é exatamente para focar no conteúdo das postagens, e esse cuidado dos criadores em manter o princípio da rede é o que a faz crescer tanto.

 

Google Analytics – Visitantes Novos X Visitantes Recorrentes

O Google Analytics é uma ferramenta gratuita que acompanha as métricas do site de um usuário google. Em outras palavras, ele mensura as atividades do website de qualquer indivíduo que esteja cadastrado em algum dos serviços online ou softwares da empresa multinacional Google. Além medir através de números o comportamento do visitante, o Google Analytics faz o design baseado nas informações sobre o conteúdo e acompanha o desempenho de palavras-chave, banners e campanhas de marketing (os dois últimos com o programa AdWords, também do google, que pode ser agregado ao Analytics). Em resumo, a ferramenta informa como o visitante encontrou o seu site e como ele interage com ele. Padrões de comportamento e alterações no website ficam por conta da interpretação e das iniciativas de melhoria do seu dono.

Percebe-se porém que os usuários do Google Analytics sentem dificuldade em algumas particularidades da ferramenta. Uma das falhas do programa que causa dúvidas é a diferença entre visitantes novos e visitantes recorrentes. Às vezes se sabe que não existem tantos visitantes novos quanto a ferramenta aponta, então explicaremos o porquê dessa falha e algumas formas de corrigí-la. Para entender isso, precisamos saber um pouco sobre como o Google Analytics funciona ao captar esses dados.

Para instalar o Analytics no seu site, deve ser gerado um código Java Script. Esse mesmo código deve ser copiado e colado em todas as páginas do site, tornando-o ativo. Se houver algum problema nesse passo inicial, ou se alguma página não for incluída nesse processo, a ferramenta não vai contabilizar direito quem é o visitante novo e quem é o recorrente, já que o Analytics capta os dados através do código instalado. Ocorrendo essa falha, o programa não reconhece a página sem código como uma das páginas do website e não mensura os dados referentes a ela. Outra coisa que acontece com bastante freqüência e que não depende do dono do site, é a exclusão ou bloqueio dos cookies. Esses dados que ficam guardados no computador do visitante são a referência que o Analytics usa para identificar os visitantes quando eles voltam ao site. Um cookie costuma expirar após dois anos, mas, antes disso, o internauta pode deletar seus cookies ou bloqueá-los. Se isso ocorrer, o Google Analytics não conseguirá identificar aquele visitante e vai contá-lo como um novo.

Fora isso, uma mesma pessoa pode visitar o seu site de mais de um computador (IPs diferentes) ou com mais de um navegador (chrome e Firefox, por exemplo). Todas essas mudanças impedem que a ferramenta identifique o internauta e o veja como um novo visitante. Deve-se lembrar que os dados fornecidos servem como uma referência, mas devem ser entendidos e interpretados de acordo com o seu site. Eles costumam dar uma noção do que está acontecendo, mas nenhuma métrica é 100% precisa.

 

As campanhas online de Barack Obama para 2012

Tendo em vista o começo das campanhas presidenciais norte-americanas para as eleições de 2012, foi realizada uma pesquisa sobre a exploração das mídias digitais pelo presidente Barack Obama na tentativa de angarinhar votos para sua reeleição. Esse texto é o resultado desse monitoramento feito na internet e na plataforma mobile, lugares onde Obama mantém páginas de campanha.

O meio online foi o primeiro a ser explorado pela equipe de campanha do presidente. Mantêm-se o site oficial www.barackobama.com, onde as notícias de campanha e os eventos são divulgados, e por onde as doações podem ser feitas desde já. A nova campanha possui um caráter de mobilização do eleitorado norte-americano para participar ativamente das campanhas presidenciais. Eleitores podem enviar através do site fotos suas, de sua família ou amigos, exibindo o novo slogan de Obama “I’m In”, contando com o poder de formador de opinião de cada cidadão que é explorado na campanha, quando se utiliza da foto do eleitor junto a imagem de Obama, além de permitir que as notícias e o slogan sejam divulgados nas redes sociais dos eleitores junto à marca de Obama para 2012.

Mas não é o site a única página da campanha presidencial na internet. As redes sociais também são exploradas, onde o candidato possui perfis próprios e de apoio a sua recandidatura. O facebook, rede social mais popular do mundo, conta com um fanpage oficial de Barack Obama (www.facebook.com/barackobama), onde são divulgadas notícias, vídeos, fotos, link de sua loja virtual e páginas da casa branca na internet. O facebook também conta com outros perfis de apoio a Obama para 2012. Por exemplo: “latinos for Obama”, “asian americans & pacific islanders for Obama”, “students for Barack Obama”, “Woman for Obama” e “Veterans for Obama”.

O Twitter também conta com uma página oficial de Obama (www.twitter.com/BarackObama), onde, devido ao limitado número de caracteres, geralmente ele escreve o resumo do tema de determinada notícia e o link da notícia na íntegra, encaminhando o eleitor a outra página. Grande parte desses links encaminham para uma das páginas na casa branca, os que mais aparecem são, em primeiro,  o perfil “white house” do you tube, depois o site “white house”, seguido pelo blog e perfil no facebook da casa branca. Logo depois dos links para sítios da casa branca estão os links que encaminham para seu próprio site de campanha.

As campanhas digitais de Obama exploram também outra plataforma além da internet, a plataforma mobile, onde as campanhas presidenciais de Barack Obama contam com um dispositivo para Iphone e Ipad. Apesar da exploração de uma plataforma diferente, os recursos oferecidos por esse dispositivo não são mais criativos que os da web, já que o formato do dispositivo para mobile é o mesmo formato do site de campanha, oferecendo as mesmas notícias, vídeos e possibilidades de participação que o site possui.

A exploração adiantada da internet e da plataforma mobile para as campanhas presidenciais de 2012 pode ser um indício da força que a campanha de Obama para a reeleição ainda vai ter, com um grande número de arrecadações inciadas desde já e a grande mobilização de voluntários que apoiam seu nome para presidente dos Estados Unidos mais uma vez.