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Campanhas Online e Twitter

À beira das eleições 2010, que aconteceram no último final de semana, pensamos com frequência nos candidatos a presidência e no que foi realizado até agora em suas campanhas. Nós, que além de eleitores somos da área de comunicação, olhamos para essas propagandas políticas de um outro modo, analisando as estratégias usadas por cada candidato. O grande diferencial desse ano, com certeza, é o uso intensivo da internet como um meio alternativo de se fazer campanha. Veremos como cada candidato tem feito esse uso para aumentar sua popularidade e, consequentemente, seu número de votos.

Dois dos canais atualmente utilizados nas campanhas online têm chamado a atenção: Twitter e YouTube. O primeiro, um microblogging com textos de no máximo 140 caracteres que permite aos usuários enviar e receber atualizações pessoais de outros contatos. O segundo, um site de compartilhamento de vídeos. Tanto um quanto o outro possuem grande visibilidade, atraindo a presença dos quatro principais presidenciáveis para suas redes.

twcand

A grande diferença é o uso que cada candidato tem feito dessas ferramentas. Na pesquisa feita entre o OPT Digitais e o Prof. Wilson Gomes sobre como cada presidenciável tem utilizado o twitter, pudemos notar algumas disparidades nos conteúdos de postagem de cada um. Nas primeiras análises, pôde-se perceber, por exemplo, que a campanha de Dilma, apesar de tentar simular intimidade com o seguidor, tem um perfil de assessoria. Além disso, aproximadamente 30% dos seus tweets apelam para o capital político, com referências constantes ao atual presidente Lula. Já o twitter de Serra tem um caráter muito mais pessoal. Usuário antigo da ferramenta (entrou na rede muito antes dos concorrentes), o candidato parece saber atrair o seguidor e se tornar “interessante” (muitas vezes falando da sua vida pessoal). A impressão que se passa, em grande parte dos tweets, é de que ele não usa a ferramenta para fazer campanha, e sim como um hobby ou forma de distração.

Os outros dois candidatos, Marina Silva e Plínio de Arruda, são os mais atuantes nessa rede. Por ter um número de eleitores reduzido e uma visibilidade menor, seu uso se tornou extremamente importante para que houvesse um aumento de popularidade. Com abundância de postagens (o menor número é de longe o da candidata Dilma), Marina fez um uso “equilibrado” da ferramenta. Costuma falar um pouco mais de sua agenda do que os outros candidatos, mas não há nenhum pico em nenhum tipo de conteúdo, mostrando tweets muito bem desenhados. O candidato do PSOL, Plínio, foi quem teve sucesso ao utilizar o canal. Apesar de atacar muito os concorrentes, foi graças à popularidade obtida que conquistou vantagem, passando a aparecer na televisão e nos debates online.

O que se percebe é um crescimento no uso do marketing online na política. A campanha de Obama inovou ao usar redes sociais para conquistar mais votos, se tornando um pontapé inicial para essa prática. Essa foi uma pesquisa preliminar dos dois primeiros meses de campanha oficial. No próximo post, falaremos de algumas conclusões tiradas sobre o uso do YouTube pelos candidatos.

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