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Teoria dos usos e gratificações

Numa tentativa de compreender as relações usuário-internet, venho lendo alguns textos sobre a teoria dos usos e gratificações. Um deles, o de Márcio Macedo (A teoria dos usos e gratificações nas entidades do terceiro setor no Brasil) me chamou alguma atenção.

O texto de Macedo trás um histórico da definição do terceiro setor, parte de seu objeto de estudo, e, em seguida, traz a definição da Teoria de Usos e Gratificações, cujas pesquisas tentam, desde 1940, “responder quais os benefícios, os usos e satisfações obtidos através da experiência com os meios e ainda procuram colocar em evidência os vínculos entre tipos específicos de conteúdo e certos tipos de audiência.”

Assim, a teoria pretende entender quais as motivações de um público para consumir determinados produtos culturais, quais as relações geradas por esses media e como estes geram nos espectadores necessidades específicas – ou seja, uma “teoria que denota o que os receptores fazem dos meios de comunicação e não o que os meios de comunicação fazem dos receptores”.

O autor cita Katz, Blummer e Gurevith que, em 1947 delimitaram cinco pressupostos básicos da teoria, a saber:
1. A audiência é ativa e utiliza os meios de comunicação com propósitos claramente determinados
2. Um membro da audiência detém a possibilidade de disseminar a necessidade de gratificação
3. Os media competem com outras fontes a possibilidade de satisfazer o público
4. O público tem consciência suficiente do uso que dão aos media, de seus interesses e de seus motivos
5. somente a audiência está apta a produzir um juízo de valor sobre os conteúdos dos meios de comunicação.

Macedo discorre ainda sobre uma série de análises acerca da teoria. Ele cita Merton, por exemplo, que afirma que “a influência da comunicação de massa permanecerá incompreensível se não se considerar a sua importância relativamente à experiência e aos contextos situacionais do público: ou seja, as mensagens são captadas, interpretadas e adaptadas ao contexto subjetivo das experiências, conhecimentos e motivações” e Ruótulo, que diz que as situações do cotidiano são a gênese das gratificações, já que facilitam maior ou menor engajamento dos espectadores com os media.

Segundo Macedo, a principal crítica que se faz à Teoria é a de que esta mantém o sistema de estímulo-resposta, considerado mecânico por alguns teóricos da comunicação.

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